Livro mapeia arte de rua em Portugal

Com um recorte de norte a sul do país, ‘Best of Street Art Portugal 2014’ reúne mais de 200 trabalhos realizados ao longo do último ano. Leitura obrigatória!

Depois do êxito de “Street Art Lisbon”, o primeiro guia de arte urbana de Lisboa, lançado em agosto do ano passado, a editora portuguesa Zest acaba de apresentar uma espécie de versão nacional de seu ilustre primogénito: o livro “Best of Street Art Portugal 2014” (12€),Street Art Portugal que, como sugere o título, reúne as melhores obras realizadas no último ano ao longo de todo o país – de norte a sul, incluindo os Açores, onde ocorre anualmente o festival Walk & Talk. Trata-se de uma visita pelas famosas paredes do Porto e de Lisboa, mas também de Caldas da Rainha, Matosinhos, Golegã, Covilhã, Oliveira do Hospital, Loures, Seixal, Lagos, Cascais, Monte Gordo e, inclusive, Riachos, a vila com pouco mais de 5 mil habitantes que o artista João Maurício (a.k.a Violant) incluiu no mapa da arte urbana portuguesa.

Violant
“Violant” no Passeio Literário da Graça.

Dividido em quatro seções (Norte e Porto, Centro, Sul e Açores e Região de Lisboa) e com uma instalação do artista Artur Bordalo (a.k.a Bordalo-II) logo na capa, o livro Street Art Portugal reúne mais de 200 obras de quase 100 artistas diferentes, sendo a maioria deles de Portugal, como enfatizou Nuno Seabra Lopes, editor da Zest, em entrevista ao Ctrl+Alt+RUA. Segundo o editor, mesmo com a criação desta ampla e “trabalhosa” versão nacional, o Street Art Lisbon segue em alta, tanto que a esperada segunda edição deve chegar às prateleiras já em abril de 2016. “Embora tenham uma identidade semelhante, são projetos diferentes com propostas diferentes e, neste caso, não haveria nenhuma barreira ou impedimento. Aliás, as imagens usadas nos livros também não serão repetidas”, garantiu.

addfuel em Cascais
“Addfuel” em Cascais

De acordo com a Zest, ao contrário do guia lisboeta, que contou com fotos profissionais em sua totalidade, as imagens usadas no Street Art Portugal foram obtidas através do contato e da colaboração direta dos próprios artistas, assim como a curadoria e catalogação das obras. “Escolher as obras foi uma tarefa muito complicada. Como elas deveriam corresponder ao período de 2014, muitas já não existiam mais e, por isso, optamos por contactar diretamente os artistas para saber o que havia sido produzido de relevante nesse período. Mesmo assim, para pouco mais de 200 selecionadas, foram recolhidas quase 900 imagens”, revelou Nuno Lopes, ao adiantar que a edição de 2015 deverá ser muito melhor neste sentido. “Vamos estar mais preparados”.

Se a seleção das obras, baseado no conceito de “representatividade”, tanto em relação aos autores como às regiões, mostrou-se criteriosa, a ideia de distribuir parte da renda obtida com a venda dos livros mostrou-se justa, como uma espécie de retribuição por parte da editora, que, por sua vez, passará a apoiar algumas ações ligadas à arte urbana. No final, ao levar o álbum para casa, além de ter acesso aos contatos dos artistas presentes, o comprador ainda acaba por ajudar projetos como o Lata 65, que viabiliza workshops de graffiti para jovens acima dos 65 anos, e todos saem a ganhar. Aos adoradores de arte urbana, leitura obrigatória.

Vendas e mais informações através do site zestbooks.pt

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