Amo-te Lisboa: Cane Morto em ação

Em um filme de quase uma hora, o trio italiano detalha a expedição realizada na capital portuguesa e as incríveis obras espalhadas pelas ruas. Na Txakurra!!!
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“O Matacães” (Crédito: canemorto.org)

Pinturas fortes, agressivas e desconcertantes, realizadas de tudo que é jeito, sem qualquer tipo de autorização prévia e nos lugares mais improváveis, seja no trem, na ponte, no topo das paredes ou no prédio inteiro. A partir desta explosiva missão – ou sob as ordens de “Txakurra”, uma espécie de entidade maligna simbolizada na figura de um cão -, os Cane Morto viraram lenda na capital portuguesa, onde espalharam dezenas de trabalhos pelas ruas no início de 2015 e, literalmente, não passaram despercebidos. Embora muitas delas já tenham sido apagadas, as incríveis obras do trio italiano ficarão marcadas para sempre no imaginário dos lisboetas e, se não mais nos muros, em um curioso documentário de quase uma hora de duração: “Amo-te Lisboa – An Ignominious Street Art Movie”, liberado na integra recentemente através do YouTube. É para ver e rever… Cane Morto, capiche?!

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“O Peixe de Ribeira” já foi apagado. (Crédito: canemorto.org)

Nesta espécie de registro de bordo com filme de terror, os artistas – literalmente possuídos – mostram os detalhes desta incrível façanha e também exibem grande parte das obras em Lisboa, incluindo a realizada numa das pilastras da Ponte Vasco da Gama em conjunto com o espanhol Gonzalo Borondo, que, por sinal, também parecia sucumbir as ordens de “Txakurra” numa espécie de pacto. Na ocasião, como é visto no filme, tanto o ilustre convidado como os artistas italianos cruzam um trecho inundado “com merda” para retratar seus personagens em habitat natural – no submundo das ruas. Trata-se de uma cena espetacular, assim como as obras realizadas, as quais, por curiosidade, acabavam por se diferenciar somente pela assinatura, ambas de muito respeito.

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“Muddy Combo with Borondo” – Ponte Vasco da Gama (Crédito: canemorto.org)

No filme, junto às engraçadas cenas de bastidores, os italianos ilustram o cotidiano dos artistas de “arte de rua”, a considerar que esta é a principal proposta do trio. Entre uma pintura no Cais do Sodré, uma visita a Montana e uma “inspiradora” visita ao Museu Nacional de Arte Antiga, o incansável trio aparece a circular pelas ladeiras de Lisboa sempre pronto para uma nova ação, ou seja, de mochilas repletas de tinta e extensores na mão. Neste caso, em especial, eles são peritos, e o mural feito através de uma curiosa adaptação para lata de spray apenas comprova o fato (“Quando as Latas Acabar Muito Cedo”, título da obra). Só vendo mesmo para entender (ou não) o que este trio aprontou em “Portugallo”. O fato é que as ruas lisboetas nunca mais serão as mesmas… Cane Morto!

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“Quando as Latas Acabar Muito Cedo” (Crédito: canemorto.org)

*Antes da exibição e da liberação do filme, o trio lançou a zine “Cão Morto em Lisboa”, que continha uma obra original assinada e um mapa com cerca de 30 obras realizadas em terras portuguesas. No entanto, o site dos artistas traz uma ampla galeria de imagens com parte dos trabalhos feitos em Lisboa e seus respectivos títulos. canemorto.org

Abaixo confira o filme na integra:

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