Alex Senna: ‘pb’ pelo mundo afora

Há meses na estrada, o artista brasileiro fala sobre seu trabalho nas ruas e galerias, a vasta turnê internacional e, em especial, a recente individual nos EUA. Anamnesis!

Ele não para (ninguém segura). Há mais de seis meses na estrada, a contar com a realização de diversas obras, murais e exposições entre Inglaterra, Itália, Holanda, México e Estados Unidos, o artista brasileiro Alex Senna voltou a “cair no mundo” e, desta vez, numa mais que movimentada turnê internacional – de passagem, mas não a passeio. Se antes, como um ilustrador vindo do interior de São Paulo, o objetivo era apenas pintar nas ruas e tentar integrar a cidade de alguma forma, hoje o reconhecido artista trabalha com gente de todo o mundo e diz fazer acontecer para estar sempre alguns passos na frente, como revelou em entrevista exclusiva ao Ctrl+Alt+RUA, na qual também falou sobre o conceito de sua arte, as aventuras desta longa jornada e, em especial, a recente exposição “Anamnesis”, realizada na Vertical Gallery, em Chicago – a primeira individual em território americano e, provavelmente, a última do ano. “Anamnesis é a expressão usada para alcançar uma memória perdida através de perguntas, assim como os médicos fazem quando estão tratando de um paciente. Eu cheguei à Chicago há um mês e produzi 90% da exposição aqui. A resposta do público tem sido ótima, então fico feliz em lembrar todo o processo e o tempo que teve até isso acontecer”, declarou Senna, ciente dos desafios enfrentados para a realização da “solo show” nos EUA, que, por sinal, surpreendeu com diversas pinturas e esculturas em caixas de madeira, com telas sem o famoso “passarinho” e diversos originais em papel, incluindo uma série de vegetação e muitas plantas de verdade – uma montagem similar à vista na individual “Garden of Mirror”, realizada no último ano na GMOMA, na Coreia do Sul. Para o alto e avante, Alex Senna do Brasil!

De acordo com o artista, nascido na interiorana cidade de Orlândia, essa verdadeira banda mundo afora foi articulada em três “alicerces”, ou seja, com base na realização das individuais em Londres (“The Nada”, na Unit 5 Gallery), em Turim (“Il Lato Cieco”, na Galo Art Gallery) e em Chicago. No entanto, durante os intervalos, o artista disse ter encontrado tempo para passar (e produzir) por diversas cidades e conhecer inúmeras pessoas especiais, a considerar que foram três meses somente de Itália, onde realizou uma série de obras em Napoli, Genova e também participou dos festivais Impronte, que ocorre em Bonito, Avellino, com curadoria do Collettivo Boca, e do CVTA Street Fest, realizado na medieval vila de Civitacampomorano sob a direção da reconhecida artista Alice Pasquini. “Tive a sorte de conhecer pessoas maravilhosas que me ajudaram durante todo esse tempo, fiz muitos amigos e conheci artistas incríveis. Enquanto eu estava na Itália, fui chamado para pintar no Cvta Street Fest, em uma cidade da era medieval com menos de 500 pessoas. Para mim, que moro no Brasil, o contraste de cenário, de castelos e história que havia ali foi muito forte. Tinha a sensação de estar dentro de um filme”, apontou Senna, protagonista de sua própria missão impossível. Questionado sobre a grandiosidade de tal façanha, o artista – ainda em viagem – afirmou ainda não conseguir visualizar os feitos, mas disse que se sente muito feliz por ter conseguido se superar e concretizar tal desafio: “Fico feliz que eu tenha conseguido fazer as três exposições, parecia impossível e até uma certa cagada quando aceitei (os convites). Mas eu trabalhei muito, passei de novembro a fevereiro produzindo e consegui dar conta do recado”, ressaltou o artista, que, além da Itália, EUA e Reino Unido, já havia passado por outros países anteriormente, como Israel, Dinamarca, Canadá, Alemanha, Coreia do Sul e Russia, onde participou da última edição da Artmosphere – Bienal de Arte Urbana de Moscou.

Mesmo após o encerramento da individual em Chicago e com todo o positivo retorno obtido ao longo da viagem, Senna diz que ainda tem mais alguns projetos a serem realizados nos EUA – a exemplo do imponente mural no festival Solanoir, no Missouri, e a mais recente parede pintada para o 214 Lafayette Project, no Soho, em Nova York – e, em outubro/novembro, regressa ao Brasil para “descansar”, ou tirar o pó da viagem, a considerar os registros a serem lançados (já saiu um de Londres e, em breve, sai o da Itália) e os convites recebidos para novas exposições. O fato é que, mesmo diante de tais feitos e da grande visibilidade alcançada, o artista segue sua caminhada e não se mostra acomodado com sua obra, da qual diz estar sempre em busca do novo: “Sempre tento achar novas formas de expressar o que eu sinto, e novas formas e ideias são essências para se manter ativo e sempre novo. Sempre tento me reinventar, não quero ser um artista de um hit só”, apontou Senna, reconhecido pelas ilustrações contemplativas e cotidianas, pelo jogo de sombras e, principalmente, pelos imponentes murais em preto e branco. No entanto, para quem tinha “apenas” o background da ilustração, essa transição de escalas e suportes não se mostrou assim tão fácil: “Eu não manjava nada, só queria pintar e fazer parte daquilo de alguma forma. Eu tive a sorte de logo no começo ter aprendido muito com algumas pessoas que me mostraram todo o universo do grafite, do qual eu fiquei completamente obcecado. Meu amigo Danillo Roots foi um deles, me ensinou tudo, com ele pintei muito no ABC, aonde conheci muita gente boa. Ao mesmo tempo conheci o Xoras e o Locones e fiz parte da extinta crew ELC (estilo livre crew), hoje ZN Lovers. Peguei uma base muito boa de grafitti com eles e até hoje pintamos juntos”, reconheceu o artista.

Apesar de ter começado nas ruas através do graffiti, a base de Senna sempre foi a ilustração e, de certa forma, já possuia uma concepção de trabalho definida, tendo apenas que se adequar e amadurecer seu estilo na parede: “Eu sou muito sincero no meu trabalho, faço imagens e, em sua grande maioria, inocentes. Vivo numa cidade muito opressora e dura que é São Paulo, onde todos os grafittis da minha época tinha um clima mais hip hop e com uma temática muito direcionada para esse nicho. Já eu nunca quis falar apenas com outros artistas; minha idéia era falar com qualquer pessoa e, neste caso, precisei simplificar um pouco”, explicou o artista, ao ressaltar o lado completar entre a rua e galeria: “Na rua, o processo e as intenções são diferentes do que expor em galerias e museus. Na rua existe uma liberdade muito maior e posso fazer o que quiser. Em galerias é preciso pensar um pouco em conceitos, ideias, plataformas e, claro, na venda, no retorno financeiro. As galerias não querem apenas mostrar seu trabalho, elas querem vender. Quem gosta só de exibir é museu. Também não acredito que haja uma fórmula, mas claro que existe um caminho que eu sigo, uma linha que eu tento manter”, apontou o artista, quem diz ter compreendido o valor de ser um ilustrador numa agência de propaganda. “Eu estagiei numa agência de propaganda nos anos 2000 e lá eu percebi e entendi o valor de ser um ilustrador. Por muito tempo fiz muitas ilustrações para agências, revistas e jornais. A partir de 2009, eu comecei a pintar com uma frequência boa na rua e percebi que, com o fluxo de ilustrações e trabalhos, eu poderia me dedicar somente àquilo. Nessa época, algumas pessoas me influenciaram muito no sentido de viver da própria arte, grandes amigos (e artistas) que mantenho até hoje: Loro Verz e Guilherme Kramer”, ressaltou.

Preto e branco de todas as cores

A partir de elementos da ilustração, dos quadrinhos de Ziraldo e Maurício de Souza e do graffiti dos anos 90, Alex Senna conseguiu dar forma a um conceito marcado pela simplicidade, pela narrativa poética e pelo apelo popular. No entanto, o que torna sua obra única (e inconfundível) são os carismáticos personagens e, é claro, o preto e branco, algo que, segundo ele, não era bem uma regra. “O ‘pb’ chegou depois. Por um tempo eu fiz muitos trampos (trabalhos) na rua excessivamente coloridos. Eu achava que, para fazer grafitti, tinha que ser tudo colorido, quase como uma regra. Eu mudava os meus desenhos – que sempre foram pb em sua essência – para esse estilo ultra colorido e, por ser daltônico, ficava uma salada…  uma porcaria”, declarou o artista, ao ressaltar que tal cominação “não chegou até ele; sempre esteve lá”: “Quando assumi o ‘pb’, simplesmente, aceitei algo que já vinha desde criança; eu nunca gostei de colorir”, completou. Em relação aos personagens, a contar o emblemático passarinho, Senna revelou que os mesmos acabam por refletir ele próprio, “como um autorretrato distorcido vivenciando memórias em tempos diferentes”.  “Já o passarinho seria a minha versão do ‘grilo falante’, ou seja, uma espécie de conciência viva”, apontou o artista, que, por crescido no interior, também acaba por retratar um pouco das lembranças das praças, do caipira e do ritmo de vida típico de uma pequena cidade – “a vida no interior tem outro tempo e eu gosto de abordar isso um pouco”, finalizou Alex Senna, antes de agradecer algumas pessoas que o ajudaram muito neste ano, como Natália Loyola, Patrick Hull, Leonardo Muela, Marcelo Amp, Anselmo Dutra, Gary Means, Galo, Sascha, Alice Pasquini, Sanne Gijsbers, Peter (street art today), Ricardo Grandi, Enriqueta Arias, minha mãe, claro, e meu irmão André Senna.

Mural de Alex Senna em paralelo à exposição “The Nada”, na Unit 5 Gallery, em Londres (Crédito: @ugigui/instagram)

Abaixo, confira a entrevista na integra:

Ctrl+Alt+RUA: Antes de abordar o conceito de seu trabalho, suas andanças pelo mundo e sua individual nos EUA, poderia falar um pouco sobre sua trajetória e sua formação artística? Como foi sua infância no interior de São Paulo e como se deu sua mudança para capital? O que esta transição trouxe para seu trabalho?

– Fui muito pequeno para São Paulo. A maior parte da minha vida foi lá, mas grande parte da minha infância foi em Orlândia. Era muito bom, bastante verde e espaço, sempre curti. Acho que o que eu trouxe foi a minha lembrança das praças, do caipira, memorias minhas de criança. A vida no interior tem outro tempo e gosto de abordar isso um pouco.

Ctrl+Alt+RUA: Embora desenhe desde cedo, quando entendeu que poderia levar sua arte como um ofício?  Neste caso, quais foram suas maiores influências e inspirações?

– Lá pelos anos 2000 e pouco, eu estagiei numa agência de propaganda. Lá eu percebi e entendi o valor de ser um ilustrador. Por muito tempo fiz muitas ilustrações para agências, revistas e jornais. A partir de 2009, eu comecei a pintar com uma frequência boa na rua e percebi que, com o fluxo de ilustrações e trabalhos, eu poderia me dedicar somente àquilo. Nessa época, algumas pessoas me influenciaram muito, no sentido de viver de arte, grandes amigos que mantenho até hoje: Loro Verz e Guilherme Kramer.

Ctrl+Alt+RUA: Possui alguma formação acadêmica? Como chegou a este conceito bem definido, do contraste do PB e, inclusive, do uso de personagens centrais? Eles possuem identidades ou são meros atores da temática a ser explorada? O pássaro que virou uma marca registrada, por exemplo, possui um nome ou uma função especifica?

– Me formei em Comunicação Social na Anhembi Morumbi. O PB chegou depois, por um tempo fazia trampos na rua excessivamente coloridos. Eu achava que para fazer grafitti, tinha que ser colorido, quase como uma regra. Eu mudava os meus desenhos ( q em sua essência, sempre foram PB) para esse estilo ultra colorido e, por ser daltônico, ficava uma salada… uma porcaria. O pb não chegou em mim, ele sempre esteve lá. quando assumi o pb, simplesmente aceitei algo que já vinha de criança: nunca gostei de colorir. Quanto aos personagens, imagino que eles são um espelho de mim mesmo, de alguma forma, um auto retrato distorcido, vivenciando mémorias em tempos diferentes. Já o passarinho seria a minha versão do “grilo falante”, ou seja, uma conciência viva.

Ctrl+Alt+RUA: Suas ilustrações nasceram no papel e foram às ruas ou, melhor, quando começou a levar suas ilustrações para rua? Já tinha um background do graffiti ou da pichação (chegou a trabalhar uma estética diferente)? A considerar que já havia um conceito definido, quais eram as suas pretensões? O que te motivou a levar suas obras ao encontro do público?

– Quando eu comecei a pintar na rua, todo o meu background era de ilustração. eu não manjava nada. só queria pintar e fazer parte daquilo de alguma forma. eu tive a sorte de logo no começo ter aprendido muito com algumas pessoas, que me mostraram todo o universo do grafite, do qual eu fiquei completamente obcecado. Meu amigo Danillo Roots foi um deles, me ensinou tudo, com ele pintei muito no ABC, aonde conheci muita gente boa. Ao mesmo tempo conheci o Xoras e o Locones, fiz parte da extinta crew ELC (estilo livre crew), hoje ZN Lovers. Peguei uma base muito boa de grafitti com eles e até hoje pintamos juntos. Nessa época eu só queria pintar, de alguma forma fazer parte da cidade. eu via as pixações e os grafites e queria poder fazer aquilo também.

Ctrl+Alt+RUA: Possui uma vertente de trabalho preferida ou a transição entre as obras livres nas ruas, os murais dentro de festivais e as obras nas galerias mostram-se complementares? Acredita que esta transição força uma maior abertura de sua obra e, neste aspecto, possui alguma fórmula de trabalho?

– Sim, são complementares. Na rua, o processo e as intenções são diferentes do que expor em galerias e museus. Na rua existe uma liberdade muito maior, posso fazer o que quiser. Em galerias é preciso pensar um pouco, conceitos, ideias, plataformas, e claro, venda e retorno financeiro. Galerias não querem apenas mostrar seu trabalho, elas querem vender, quem gosta só de exibir é museu. Não acredito que há uma formula, mas claro que existe um caminho que eu sigo, uma linha que eu tento manter. 

Ctrl+Alt+RUA: Embora seja facilmente reconhecido pelo preto e branco e pelos traços, seu trabalho mostra-se muito variado: primeiro era mais centrado nas relações, depois veio uma fase de explorar mais a sombras e novos personagem ou as peças em escultura…  Como observa a evolução da sua obra? Preocupa-se em não repetir uma fórmula confortável, digamos assim?

– Sim, Claro. Sempre tento achar novas formas de expressar o que eu sinto, e novas formas e ideias são essenciais para se manter ativo e sempre novo. Sempre tento me reinventar; não quero ser um artista de um hit só. 

Ctrl+Alt+RUA: Entre o carisma de seus personagens e o forte apelo junto ao publico, do que suas obras falam e o que procura retratar com sua obra? E como observa o retorno do público perante a seu trabalho? Imaginava tal visibilidade neste curto espaço de tempo e o que isso mudou em sua vida. Já recebeu as chaves da cidade de Orlândia (risos)?

– Eu sou muito sincero no meu trabalho; faço imagens e, em sua grande maioria, inocentes. Vivo numa cidade muito opressiva e dura que é São Paulo, todos os grafittis da minha época tinha um clima mais hip hop e com uma temática muito direcionada para esse nicho. já eu nunca quis falar apenas com outros artistas, minha ideia é falar com qualquer pessoa. Neste caso, eu precisei simplificar um pouco.

Ctrl+Alt+RUA: Nos últimos anos, seu trabalho atingiu uma grande visibilidade e, atualmente, como lida com isso? É representado por algum manager ou galeria e como surgem os convites para os trabalhos? E como funciona essa dupla função – de artista e manager – interfere em seu trabalho? Tendo em conta sua vasta agenda e o ritmo de trabalho, como faz para conciliar a obra e a produção?

– É difícil, eu trabalho com pessoas no mundo todo, mas grande parte sou eu mesmo que resolvo. Os convites surgem por email ou por contatos que faço durante viagens. É preciso se mexer para fazer acontecer e não ficar esperando alguém te convidar. De certa forma sim, pois existem muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, e muitas delas são burocráticas e chatas; isso toma muito tempo e acaba atrapalhando um pouco. Tem que saber se organizar, prever o que vai acontecer, estar sempre alguns passos na frente.

Ctrl+Alt+RUA: Em relação à exposição “Anamnesis”, na Vertical Gallery, o que podemos esperar tendo em conta tal tema? São todos trabalhos inéditos? Atualmente, em uma verdadeira volta ao mudo, como tem conciliado viagem e produção?

– Essa é provavelmente minha ultima exposição solo deste ano. Anamnesis é a expressão usada para alcançar uma memória perdida através de perguntas, assim como os médicos fazem quando estão tratando um paciente. Eu cheguei em chicago há um mês e produzi 90% da exposição aqui. a resposta do publico tem sido ótima, então fico feliz em lembrar o processo e o tempo que teve até isso acontecer. Não é fácil, como eu disse é preciso prever e tentar achar soluções pra conseguir realizar a expo.

Ctrl+Alt+RUA: Aliás, poderia falar um pouco sobre esta turnê? Começou em Londres e já havia uma longa jornada programada ou foi de um convite para o outro? E quais serão as próximas paradas? Há uma previsão ou “temor” de retorno?

– Essa turnê basicamente tem como alicerce 3 exposições solo q fiz esse ano. “The Nada” em Londres, “Il Lato Cieco” em Turim, na Itália, e “Anamnesis” agora em Chicago. durante esse tempo viajei por diversas cidades do mundo, fiquei três meses só na Itália, além de ter passado pela Holanda, Inglaterra, México e agora estados unidos.

Ctrl+Alt+RUA: Trata-se de um fato bem expressivo…  consegue visualizar a amplitude de tal realização do ponto de vista profissional? E como tem sido desbravar o mundo… muitas lições?  Entre emoções e contratempos, tem alguma curiosidade que vale ser mencionada ou algum episodio mais marcante?

– Não consigo visualizar ainda. Fico feliz que eu tenha conseguido fazer as três expos, parecia impossível e até certa cagada quando aceitei, mas eu trabalhei muito, passei de novembro a fevereiro produzindo, e consegui dar conta do recado. Tive a sorte de conhecer pessoas maravilhosas que me ajudaram durante todo esse tempo, fiz muitos amigos e conheci artistas incríveis. Enquanto eu estava na Itália, fui chamado pra pintar no cvta street fest, um festival organizado pela italiana Alice Pasquini, em uma cidade menos de 500 pessoas, da era medieval. para mim que moro no brasil, o contraste de cenário, castelos, história que havia ali, para mim foi muito forte, aquela sensação de estar dentro de um filme.

Ctrl+Alt+RUA: O que podemos esperar de seu trabalho e qual será o desfecho desta aventura? Será a volta para casa ou possui algo em mente, um documentário, livro, exposição ou algo do gênero?

– Eu ainda tenho algumas coisas pra fazer aqui nos EUA, mas em outubro/novembro eu volto pra casa pra descansar. Com certeza alguma coisa vai sair, eu já havia feito um filme sobre meu rolê em Londres e, logo menos, sai o da Itália. Em relação às exposições, tenho alguns convites. Agora é estudar e ver o que é melhor.

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