Banksy “ataca” exposição de Basquiat

Com duas afiadas “colaborações extraoficiais” nos acessos do Barbican Centre, artista britânico marca presença na exposição de Basquiat em Londres. Confira!

Às vésperas da aguardada abertura de “Basquiat: Boom for Real”, a primeira exposição em larga escala do artista Jean-Michel Basquiat (1960-1988) no Reino Unido (e também na Europa), dois asperos grafites realizados nos acessos do luxuoso Barbican Centre de Londres acabaram por movimentar ainda mais o espetáculo criado em torno do evento. Trata-se de duas peças do artista britânico Banksy, que, após inaugurar uma loja em seu hotel na Cisjordânia – o The Walled Off Hotel -, decidiu marcar presença na mostra com duas afiadas “colaborações extraoficiais”. Divulgadas em sua página no Instagram – como o mesmo costuma assumir a autoria de suas ações -, as obras surgem como uma espécie de releitura, uma contextualização ao atual cenário, de duas emblemáticas telas de Basquiat: “Crown” (1983) e “Boy and Dog in a Johnnypump” (1982). Apersar do tom contestador das intervenções – das supostas críticas à espetacularização da arte e à violência policial empregada contra os jovens negros nas ruas -, a imprensa local falava numa espécie de tributo, de homenagem.

A primeira das intervenções, em menor escala e em preto e branco, trazia a clássica coroa do artista do Brooklyn dentro de uma roda gigante de carros-coroas, na qual os visitantes aguardavam em fila para adentrarem ao parque temático. “A nova e maior exposição de Basquiat abre no Barbican – um lugar que, normalmente, é muito interessado em limpar qualquer graffiti de seus muros”, apontou o artista na legenda da imagem publicada. Já na segunda, de maior escala, o suposto retrato de Basquiat visto na obra original é revistado por dois agentes da polícia londrina perto de uma placa com a direção das salas de exposições do Barbican. “Retrato de Basquiat sendo recebido pela polícia metropolitana – uma colaboração (não oficial) com o novo show de Basquiat”, dizia o texto que acompanhava a publicação de Banksy.

Aberta ao público até 28 de janeiro (com entradas a 16£), a exposição de Basquiat na capital britânica reúne mais de 100 trabalhos de museus internacionais e coleções privadas, entre pinturas, desenhos, fotografias, filmes e materiais de arquivo, e abrange sua obra como artista plástico, DJ, músico e poeta. A mostra em questão vem à tona quase 30 anos depois de sua trágica morte – por overdose de heroína, aos 27 anos – e num momento em que sua obra atinge astronômicos valores no mercado da arte, a considerar que, em maio deste ano, o artista pioneiro no graffiti teve uma obra arrematada por quase 100 milhões de euros pelo empresário e colecionador japonês Yusaku Maezawa. Na ocasião, o responsável pelo Departamento de Arte Contemporânea da Sotheby´s em Nova Iorque, Gregoire Billault, disse que “Jean-Michel Basquiat entrava no panteão de artistas cujas obras comandaram preços acima dos 100 milhões de euros, que inclui Picasso, Giacometti, Bacon e Warhol”.

Abaixo, confirma o teaser da exposição no Barbican.

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